Hoje cheguei em casa e notei que alguém estava ao telefone. À primeira vista não reconheci quem era, mas logo percebi ser alguém muito familiar, mas sua voz estava diferente! Ela não estava gritando ou reclamando de coisas da vida como de costume mas, com voz doce e um sorriso estampado no rosto (de forma que não vejo, posso dizer, há anos!), ela estava ACONSELHANDO uma amiga!

Assim que desligou o telefone, o sorriso meio nervoso continuava naquele rosto. Uma breve explicação sobre o problema da amiga não seria tão necessária se não houvesse alguns expectadores daquela conversa, alternando sua atenção entre a Reportagem da TV e o assunto ao telefone. Mas aquele sorriso logo se desfez.

Como se caísse em um poço de realidade, ela digitou em seu celular alguns números um tanto comuns: o número de seu marido! “Eu não sei o que você AINDA está fazendo em casa!!! Eu mandei te avisarem que era pra você vir me buscar!!!”. Com um ar pesado, palavras duras e uma voz nada doce, ela gritava bruscamente ao telefone. Bem, acho melhor não detalhar o restante da “conversa”, por motivos éticos. O que posso dizer é que o sorriso estampado no rosto dera lugar a uma expressão nada agradável (assim como as palavras que saíram de sua boca).

Presenciar as cenas narradas acima levou-me a uma série de reflexões. Pensei no real estado do relacionamento entre aquele casal, na pessoa aconselhada – que nunca saberia que sua conselheira não tinha soluções para seus próprios problemas pessoais -, e pensei também (e principalmente) em mim mesmo.

Confesso que já fiz isso algumas dezenas de vezes, quando algum amigo ligou (principalmente aqueles com quem não tinha contato há certo tempo), querendo saber como eu estava. Era só ele dar um pequeno ar de queixa (por menor que ela fosse), que o CONSELHO saía de mim naturalmente. E como é fácil aconselhar! Afinal, não é um problema meu (Isso, literalmente)!

É muito mais fácil e prazeroso colocar uma máscara de “Comigo vai tudo bem!” do que admitir que eu não teria condições de lidar com aquela situação se na Frase “Eu tenho um problema” a pessoa relacionada ao Sujeito fosse eu, ao invés do meu amigo.

E nas vezes em que o ACONSELHADO fui eu! Por pessoas conhecidas devido a sua vida de um impecável relacionamento com Deus. Pessoas que pareciam ser até sobre-humanas! E quando tive a oportunidade de conhecer melhor a rotina daquela pessoa que, à distância parecia tão estável, percebi que sua vida era tão problemática quanto a minha.

Por isso, quero terminar esse Post (adivinhem..) ACONSELHANDO (Hahaha! Que ironia, não?!)!! Já ouvi dizer que os sábios tiram lições dos erros dos outros, inteligentes tiram lições de seus próprios erros, mas os tolos continuam cometendo o mesmo erro milhares de vezes, porém nunca aprendem nada com isso. Quero ser, no mínimo, inteligente! Então tirei a seguinte lição de tudo isso:

Nossa intenção como “conselheiros” pode ser a melhor de todas, mas não podemos nos esquecer, ou deixar que as pessoas se esqueçam de que nosso maior conselheiro é o Senhor Jesus! Ele deixou toda instrução da qual necessitamos em sua Palavra (a Bíblia), e ainda revela Sua vontade ao nosso coração, quando solicitado. Não baseie sua vida em conselhos de amigos, muito menos na vida de pessoas que você só conhece pela TV (através de um “Marketing Gospel”). Jesus é A BASE de Tudo! Sem Ele a casa cai! Ele é o maior conselheiro! Então busque a Ele.

Só isso!

No amor de Jesus

Douglas

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