Às vezes, a vida nos reserva momentos de grande pesar. Momentos que nos trazem à memória quem fomos, que nos levam a fazer perguntas a respeito de quem seremos algum dia, momentos que nos fazem questionar se o que temos feito de nosso presente está de acordo com a perfeita vontade do Pai para nós.

Em um simples momento de insegurança somos levados da vitória ao fracasso, pensamentos viajam em questionamentos sobre onde nossas escolhas nos levarão. Nosso interior vai a lugares onde nunca estivemos, assim como lugares que deixaram marcas em nós, e nos perguntamos: “Será que estou na direção certa? Será que terei, novamente, que aprender com meu erro, ou conseguirei acertar, levando em conta tudo o que a dor me ensinou?”.

A reação diante dessa luta interior é duvidar de cada promessa feita pelo Pai. No momento em que NÓS temos que escolher, parecemos ser deixados, soltos no ar por aquele que está nos ensinando a voar. Sem saber o que fazer, nossa alma grita, chora e pergunta: “Pai, onde está você? O Senhor que prometeu JAMAIS me abandonar! Ajuda-me, Senhor!”. Nossa pequena fé e nosso foco sobre os ventos e nas nuvens negras – mesmo antes de a tempestade começar! – nos fazem perder a certeza do cuidado de Deus.

Nesses momentos, quando não conseguimos ver a presença provedora e protetora do Pai, só nos resta crer! Nos resta trazer a memória o que pode nos dar esperança (Lamentações 3.21), resta-nos lembrar de tantos outros momentos em que o Senhor esteve conosco, não nos desamparando, mas dando-nos forças para não esmorecer, para não fracassar. Resta-nos saber que o Pai virá ao nosso socorro, resgatando-nos das alturas e nos levará sobre Suas asas, elevando-nos a um lugar de proteção, longe de tudo o que nos amedronta. Esse é o Pai a quem eu amo! O Pai que prometeu estar comigo todos os dias. Se não o vejo, resta crer e terei Sua presença que afasta todo mal, toda insegurança, TODO MEDO.

Que essa presença esteja contigo!

“Não temas, ó terra; regozija-te e alegra-te, porque o Senhor tem feito grandes coisas” (Joel 2:21)

No amor do Cordeiro,

Douglas.

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