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“Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo.”

(Gálatas 1: 10)

Como líderes de louvor, ministros do altar, somos tentados pelas facilidades de falar, cantar, ministrar apenas aquilo que agrada às pessoas. Ministramos a música do momento, falamos aquilo que arranca manifestações de aprovação, aplausos, enfim..

Isso é muito fácil! Porém, é fato, e as escrituras nos dão base para dizer com propriedade, que as coisas que agradam ao povo, nem sempre (quase nunca) agradam a Deus. De qualquer forma, no período de louvor, ministramos aos homens!

Então, o que devemos ministrar?

Esta pergunta, por muitas vezes soou dentro de mim. Sempre em momentos de crise, quando eu sabia que o que Deus me direcionava a fazer ou a falar na ministração, não seria recebido com sorrisos por parte da igreja ou da liderança.

Lembro-me de uma vez, em especial, em que, nesse conflito, Deus usou um profeta (em mistério) para dizer a mim: “Ministra o que está em teu coração, filho!”. Levei um susto na hora, porque não estávamos em uma reunião de oração, mas dentro da sala de um escritório. Aquilo foi um grito de Deus, confirmando o que eu já sabia, mas não estava disposto a aceitar.

O que aprendo, tanto com minhas experiências pessoais, quanto com esta carta do Ap. Paulo aos Gálatas, é que, apesar de ministrar a homens, de nada vale, se não estiver cumprindo o querer do Senhor, em primeiro lugar.

Antes de agradar pessoas, o alvo do meu agrado é Deus! Fazer aquilo que Ele quer! Servir a Cristo e ser como Ele, levando Sua Palavra às pessoas ao meu redor. Se não for assim, não somos servos de Cristo.

Não importa o que Deus está te direcionando a ministrar! Você tem buscado viver no Centro da Vontade do Senhor? Então, creia que Ele tem posto dentro de você a vontade d’Ele. Com ousadia, agrade ao Senhor, libere a Palavra. Sirva a Cristo em primeiro lugar, afinal, foi para isso que fomos chamados.

No amor do Cordeiro e autoridade do Leão.

Douglas

A vida de qualquer cidadão comum sempre foi cheia de desafios. Muitos são batalhadores desde seu nascimento, transpondo obstáculos e incertezas que a própria vida lhes impõe, na insistência por sobreviver e alcançar lugares maiores, que vão além da mediania. Desafios relacionados à área pessoal, familiar, profissional, afetiva ou espiritual, entre outros, revelam-se como parte do cotidiano. À medida que o mundo evolui, influenciado pela pós-modernidade, os desafios do dia a dia também têm evoluído, tomando proporções cada vez maiores.

O Cristianismo, em seus diferentes aspectos, apresentou-se para a humanidade como um refúgio, possibilitando a busca por algo (ou Alguém) maior do que a infinita cadeia de desafios naturais na qual a raça humana está inserida involuntariamente. Pessoas de diferentes épocas e contextos sociais passaram a buscar em Cristo um sentido para viver, que fosse além de apenas existir (e algum dia morrer). Diante de diferentes formas de se enxergar a vida, somente uma poderia ser definida como verdadeira e, consequentemente, as demais tornavam-se mentiras. Todavia, os tempos mudaram, e o que se vê hoje é muito diferente de tudo o que já se ouviu falar a respeito de qualquer outro momento da História cristã.

Antes, os desafios de se aderir à fé cristã estavam relacionados ao âmbito espiritual no sentido de ter uma conduta pessoal irrepreensível, que estivesse de acordo com a de alguém verdadeiramente nascido do Espírito; e ao âmbito natural, consistindo em atitudes que fizessem os cristãos permanecerem firmes diante dos impedimentos a propagação do Evangelho – pela pregação da Palavra de Deus relacionada às revelações do Espírito Santo, dadas a partir do cumprimento do Plano de Salvação em Cristo -, e à convivência de diferentes temperamentos dentro de uma mesma fé.

Hoje, os desafios de ser um cristão vão muito além da luta contra si próprio (no que diz respeito as suas ações e reações), mas consiste em filtrar e organizar um emaranhado de conceitos e informações recebidas de terceiros a respeito da fé, buscando impedir que as mesmas acabem chocando-se com a Palavra de Deus. Na maioria das vezes, o choque parece ser inevitável, fazendo com que surjam novos conceitos na tentativa de esclarecer os anteriores.

Além disso, a sociedade pós-modernista na qual a Igreja está inserida nos dias atuais, tenta fazer com que as pessoas aceitem que não existe uma verdade única, que cada indivíduo deve pensar como lhe convém, e os demais, por sua vez, devem respeitar as diversas opiniões alheias, apesar de não concordarem com elas. Essa forma de pensar tem encontrado cada vez mais espaço nas igrejas evangélicas, através de pessoas que, contentando-se em permanecer à parte no que se refere ao conhecimento profundo das verdades bíblicas, aderem aos conceitos pós-modernistas, dando à luz o que pode ser chamado de “Cristianismo Pós-moderno”.

A supervalorização do que é material, faz com que muitas Igrejas invistam além do necessário em sua infraestrutura, visando uma grande quantidade de adeptos (os chamados membros), e acabam por não se preocupar com a qualidade da vida cristã dos mesmos, uma vez que, por “respeito” aos fieis, até mesmo pastores (líderes espirituais) têm sido cada vez mais omissos, evitando um tratamento pessoal e eficaz quando o assunto é a espiritualidade da Igreja. Preferem seguir a lei do “politicamente correto” deixando de “tocar na ferida” para que a mesma seja devidamente tratada.

Nunca se viu em tempos anteriores tamanha quantidade de “Evangélicos Simpatizantes”, pessoas que acreditam em Deus e sentem-se bem dentro de Igrejas Evangélicas, muitos movidos por atrativos naturais como a boa música, as belas encenação teatrais, ou a eloquência no discurso pastoral que, na própria Bíblia, mostra trechos de versículos recheados com bênçãos e receitas para a prosperidade financeira dos ouvintes. Apesar de frequentarem a Igreja, essas pessoas não assumem um compromisso com o Evangelho e costumam não ter experiências, muito menos um relacionamento com a pessoa do Espírito Santo. Assim, cresce uma Igreja sem estruturas sólidas, e que não tem em que se apoiar diante de questionamentos feitos a sua fé, deixando-se levar por qualquer vento de doutrina.

É nesse contexto que diversas linhas de pensamento e interpretação bíblica são apresentadas a massa cristã, através de propostas utilizadas pela “Publicidade Gospel” que atrai cada vez mais pessoas a “consumirem” o Evangelho como a um objeto utilizado para benefício próprio, em uma espécie de Marketing onde os consumidores não precisam mais adaptar-se a Cristo, todavia Cristo tornou-se adaptável a elas (“A verdade é simplesmente o que funciona para você!”), perdendo-se a referência de que somente as Escrituras são a verdade e devem ser a base doutrinária de toda Igreja.

Muitos têm trocado as Escrituras Sagradas (regra de fé e prática, desde os tempos antigos) por um apanhado de experiências pessoais de diferentes personalidades que surgem cada vez mais rapidamente no cenário publicitário evangélico, e pela interpretação individual que cada um faz de suas próprias experiências. Os fiéis, por sua vez, voltam sua atenção para esses conceitos e para seus transmissores primários passando a denominar os mais influentes como seus “alvos de unção”, ou como seu maior referencial de vida e ministério, gerando cópias e mais cópias de cristãos com as mesmas características desses grandes ícones do meio Gospel e ofuscando assim sua busca por conhecer a pessoa de Cristo e por tornarem-se semelhantes a Ele.

O que se pode perceber é que nos dias atuais a própria Igreja tem perdido a noção do que é o verdadeiro evangelho, conformando-se ao que o mundo lhe impõe como regra e aceitando qualquer afirmação como verdadeira, quando deveria focalizar Cristo, sendo realmente representante d’Ele aqui na Terra – Cristãos. Ser espiritual vai muito além de trancar-se dentro de sua “Comunidade Igrejal” e buscar Deus para sua satisfação própria, ou denominar-se superior àqueles que ainda não conhecem ou não aceitam Cristo como a Verdade absoluta. Ser espiritual, tendo Cristo como centro de toda a Espiritualidade, significa ir até onde Ele mesmo iria. Uma coisa é certa: Jesus não estaria nos grandes palcos montados para entretenimento Gospel, Ele estaria nos lugares onde ninguém se importa em estar, alimentando o faminto, curando o enfermo, tocando feridas da alma e convidando-nos a morrer com Ele.

Jesus nunca ofereceu nenhum prestígio, muito pelo contrário, o que Ele oferece é uma Cruz que deve ser carregada dia após dia. No lugar de prosperidade e auto realização, Ele oferece a oportunidade de renunciar tudo por amor a Ele, aos amigos e, especialmente, aos inimigos. A única glória que Jesus oferece é a Glória do Pai que é manifesta através daqueles que o conhecem a ponto de querer ser iguais a Ele e, apesar de, em diversas tentativas, não conseguirem, continuam buscando forças n’Ele mesmo para continuar lutando e encarando o desafio de viver a vida de Cristo em dias maus.

Ter uma Espiritualidade pautada na pessoa de Cristo é compreender que o: “Ide! Fazei discípulos!”, proferido por Ele antes de voltar para a Direita de Deus, implica em deixa-lo viver através de nós e assim influenciar pessoas a verem Seu o perdão, Seu amor e Sua salvação através de nossa forma de viver (muito mais de apenas falar).

É fato que nunca existiu e nunca existirá Igreja perfeita, afinal ela é constituída por homens falhos e limitados. Porém, a maturidade que a caminhada com o Cristo verdadeiro proporciona é o que dá firmeza para ir além da superficialidade e o que nos faz permanecer firmes e constantes n’Ele, acreditando que é possível ser diferente.

Já algum tempo venho acompanhando (e admirando) o Ministério de um cara chamado Gui Fares. Desde pequeno, o via nas fitas de vídeo (não tem tanto tempo assim, vai..) do Crianças Diante do Trono, onde ele cantou canções que marcaram minha infância como “Pequeno Coração” (Senhor, eu quero ser uma benção, ainda criança sei que posso orar…) e “Podes falar Senhor” (Jesus, eu quero te conhecer; Jesus, contigo eu quero parecer…).

Depois de grande, o Gui também tem se destacado como uma das pessoas que marcam um espaço na música e no ministério. Integrante da Banda #Elemento Incomum, ele mantém seu ministério individual, compondo e publicando vídeos caseiros mas de excelente gosto e qualidade que tem abençoado a vida de centenas de jovens como eu!

Se você ainda não conhece, vale a pena conferir!