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Oi! Quanto tempo!

Cheguei este fim de semana, de uma viagem ao Paraná. Foi uma semana inteira de muito refrigério por parte de Deus e diversos momentos de alegria com amigos e pessoas que já conhecia, mas não tive oportunidade de conhecer a fundo. São amigos que estudaram comigo no CTM. Alguns, de turmas mais antigas, ou foram primeiro ano quando eu já estava no segundo, outros, tive o prazer de conhecer durante a viagem, mas parecia que nos conhecíamos há anos, pois falávamos a mesma linguagem: a do Espírito.

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O que fui fazer no Paraná? Bem, após o CTM (2008 – 2009), os alunos devem ter um período prático de um ano no campo missionário, eu iria para Portugal, mas Deus não quis que isso acontecesse, sendo assim, consegui que o CTM reconhecesse meu retorno para minha igreja local implantar a visão missionária, como o período prático, mas isso foi só em 2011. Concluindo o CTM, estava livre para fazer a convalidação do Diploma de Teologia na Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA), que fica em Londrina – PR. Esse curso é feito à distância e, após um ano de curso, finalmente, tive que realizar a semana presencial, exigida pelo MEC e, assim, encontrar esses amigos que estavam na mesma situação que eu.

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Confesso que saí de casa rumo ao Sul com uma enorme  sensação de que não merecia nada daquilo que estava acontecendo. Era um sentimento de injustiça, como se eu não tivesse feito nada para que Deus me presenteasse dessa forma! Só Ele sabe o quanto são preciosos para mim os momentos com meus amigos. Estava indo mais pela viagem, para fugir dos afazeres do dia a dia e não esperava que nada além disso acontecesse. 

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Em meio a aulas, explicações bíblicas, momentos de devocional, adoração, quebrantamento, brincadeiras e alegria com os amigos, pude ver e sentir a mão do Senhor me restaurando em minhas motivações, em meu coração, em meus sonhos e projetos futuros. Foi como se o próprio Deus me fizesse relembrar Suas promessas para mim e para aquilo que Ele tem a fazer através de minha vida e ministério.

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Não tenho palavras para agradecer. Tudo o que sei é que recomeçar é um privilégio. E, pensando em compartilhar minhas impressões, não pensei em outro lugar senão aqui. E percebi que a fase que me levou a fechar o Blog, passou. Me sinto feliz em reabri-lo e poder dizer que estou em paz com tudo aquilo que tenho vivido. Sei que Deus está comigo e que Ele me dará forças durante todos os dias de minha existência.

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Espero que voltem a acompanhar, comentar e viver comigo esse novo tempo.

Afinal,recomeçar é um privilégio!

Abraço forte!

Douglas 😉

A vida de qualquer cidadão comum sempre foi cheia de desafios. Muitos são batalhadores desde seu nascimento, transpondo obstáculos e incertezas que a própria vida lhes impõe, na insistência por sobreviver e alcançar lugares maiores, que vão além da mediania. Desafios relacionados à área pessoal, familiar, profissional, afetiva ou espiritual, entre outros, revelam-se como parte do cotidiano. À medida que o mundo evolui, influenciado pela pós-modernidade, os desafios do dia a dia também têm evoluído, tomando proporções cada vez maiores.

O Cristianismo, em seus diferentes aspectos, apresentou-se para a humanidade como um refúgio, possibilitando a busca por algo (ou Alguém) maior do que a infinita cadeia de desafios naturais na qual a raça humana está inserida involuntariamente. Pessoas de diferentes épocas e contextos sociais passaram a buscar em Cristo um sentido para viver, que fosse além de apenas existir (e algum dia morrer). Diante de diferentes formas de se enxergar a vida, somente uma poderia ser definida como verdadeira e, consequentemente, as demais tornavam-se mentiras. Todavia, os tempos mudaram, e o que se vê hoje é muito diferente de tudo o que já se ouviu falar a respeito de qualquer outro momento da História cristã.

Antes, os desafios de se aderir à fé cristã estavam relacionados ao âmbito espiritual no sentido de ter uma conduta pessoal irrepreensível, que estivesse de acordo com a de alguém verdadeiramente nascido do Espírito; e ao âmbito natural, consistindo em atitudes que fizessem os cristãos permanecerem firmes diante dos impedimentos a propagação do Evangelho – pela pregação da Palavra de Deus relacionada às revelações do Espírito Santo, dadas a partir do cumprimento do Plano de Salvação em Cristo -, e à convivência de diferentes temperamentos dentro de uma mesma fé.

Hoje, os desafios de ser um cristão vão muito além da luta contra si próprio (no que diz respeito as suas ações e reações), mas consiste em filtrar e organizar um emaranhado de conceitos e informações recebidas de terceiros a respeito da fé, buscando impedir que as mesmas acabem chocando-se com a Palavra de Deus. Na maioria das vezes, o choque parece ser inevitável, fazendo com que surjam novos conceitos na tentativa de esclarecer os anteriores.

Além disso, a sociedade pós-modernista na qual a Igreja está inserida nos dias atuais, tenta fazer com que as pessoas aceitem que não existe uma verdade única, que cada indivíduo deve pensar como lhe convém, e os demais, por sua vez, devem respeitar as diversas opiniões alheias, apesar de não concordarem com elas. Essa forma de pensar tem encontrado cada vez mais espaço nas igrejas evangélicas, através de pessoas que, contentando-se em permanecer à parte no que se refere ao conhecimento profundo das verdades bíblicas, aderem aos conceitos pós-modernistas, dando à luz o que pode ser chamado de “Cristianismo Pós-moderno”.

A supervalorização do que é material, faz com que muitas Igrejas invistam além do necessário em sua infraestrutura, visando uma grande quantidade de adeptos (os chamados membros), e acabam por não se preocupar com a qualidade da vida cristã dos mesmos, uma vez que, por “respeito” aos fieis, até mesmo pastores (líderes espirituais) têm sido cada vez mais omissos, evitando um tratamento pessoal e eficaz quando o assunto é a espiritualidade da Igreja. Preferem seguir a lei do “politicamente correto” deixando de “tocar na ferida” para que a mesma seja devidamente tratada.

Nunca se viu em tempos anteriores tamanha quantidade de “Evangélicos Simpatizantes”, pessoas que acreditam em Deus e sentem-se bem dentro de Igrejas Evangélicas, muitos movidos por atrativos naturais como a boa música, as belas encenação teatrais, ou a eloquência no discurso pastoral que, na própria Bíblia, mostra trechos de versículos recheados com bênçãos e receitas para a prosperidade financeira dos ouvintes. Apesar de frequentarem a Igreja, essas pessoas não assumem um compromisso com o Evangelho e costumam não ter experiências, muito menos um relacionamento com a pessoa do Espírito Santo. Assim, cresce uma Igreja sem estruturas sólidas, e que não tem em que se apoiar diante de questionamentos feitos a sua fé, deixando-se levar por qualquer vento de doutrina.

É nesse contexto que diversas linhas de pensamento e interpretação bíblica são apresentadas a massa cristã, através de propostas utilizadas pela “Publicidade Gospel” que atrai cada vez mais pessoas a “consumirem” o Evangelho como a um objeto utilizado para benefício próprio, em uma espécie de Marketing onde os consumidores não precisam mais adaptar-se a Cristo, todavia Cristo tornou-se adaptável a elas (“A verdade é simplesmente o que funciona para você!”), perdendo-se a referência de que somente as Escrituras são a verdade e devem ser a base doutrinária de toda Igreja.

Muitos têm trocado as Escrituras Sagradas (regra de fé e prática, desde os tempos antigos) por um apanhado de experiências pessoais de diferentes personalidades que surgem cada vez mais rapidamente no cenário publicitário evangélico, e pela interpretação individual que cada um faz de suas próprias experiências. Os fiéis, por sua vez, voltam sua atenção para esses conceitos e para seus transmissores primários passando a denominar os mais influentes como seus “alvos de unção”, ou como seu maior referencial de vida e ministério, gerando cópias e mais cópias de cristãos com as mesmas características desses grandes ícones do meio Gospel e ofuscando assim sua busca por conhecer a pessoa de Cristo e por tornarem-se semelhantes a Ele.

O que se pode perceber é que nos dias atuais a própria Igreja tem perdido a noção do que é o verdadeiro evangelho, conformando-se ao que o mundo lhe impõe como regra e aceitando qualquer afirmação como verdadeira, quando deveria focalizar Cristo, sendo realmente representante d’Ele aqui na Terra – Cristãos. Ser espiritual vai muito além de trancar-se dentro de sua “Comunidade Igrejal” e buscar Deus para sua satisfação própria, ou denominar-se superior àqueles que ainda não conhecem ou não aceitam Cristo como a Verdade absoluta. Ser espiritual, tendo Cristo como centro de toda a Espiritualidade, significa ir até onde Ele mesmo iria. Uma coisa é certa: Jesus não estaria nos grandes palcos montados para entretenimento Gospel, Ele estaria nos lugares onde ninguém se importa em estar, alimentando o faminto, curando o enfermo, tocando feridas da alma e convidando-nos a morrer com Ele.

Jesus nunca ofereceu nenhum prestígio, muito pelo contrário, o que Ele oferece é uma Cruz que deve ser carregada dia após dia. No lugar de prosperidade e auto realização, Ele oferece a oportunidade de renunciar tudo por amor a Ele, aos amigos e, especialmente, aos inimigos. A única glória que Jesus oferece é a Glória do Pai que é manifesta através daqueles que o conhecem a ponto de querer ser iguais a Ele e, apesar de, em diversas tentativas, não conseguirem, continuam buscando forças n’Ele mesmo para continuar lutando e encarando o desafio de viver a vida de Cristo em dias maus.

Ter uma Espiritualidade pautada na pessoa de Cristo é compreender que o: “Ide! Fazei discípulos!”, proferido por Ele antes de voltar para a Direita de Deus, implica em deixa-lo viver através de nós e assim influenciar pessoas a verem Seu o perdão, Seu amor e Sua salvação através de nossa forma de viver (muito mais de apenas falar).

É fato que nunca existiu e nunca existirá Igreja perfeita, afinal ela é constituída por homens falhos e limitados. Porém, a maturidade que a caminhada com o Cristo verdadeiro proporciona é o que dá firmeza para ir além da superficialidade e o que nos faz permanecer firmes e constantes n’Ele, acreditando que é possível ser diferente.

De vez em quando, minha irmã-do-meio chega aqui em casa e começa a puxar assuntos relacionados a Deus, Anjos, Bíblia, e eu: um cristão estudante de teologia (não me julguem por isso.. hehehe!), dou certa atenção ao que ela diz, mas prefiro não entrar no “debate” devido a algumas discussões que tivemos em minhas primeiras Férias do Seminário, onde ela queria sugar o que eu aprendi em meus primeiros meses fora, mas foi surpreendida por meus conceitos simplistas sobre a pessoa de Deus.

A vida já é tão complicada, né? Prefiro ver Deus como um Refúgio de paz e descanso ao invés de mais uma fórmula matemática a ser decifrada. Desculpe! Eu não peço pra que ninguém concorde comigo, assim como não me vejo na obrigação de concordar com minha irmã ou com qualquer outra pessoa. Eu, simplesmente respeito as opiniões e, se essa opinião não afeta a minha (ou a sua) visão de quem Jesus realmente é, assim como da grande obra de Salvação e Redenção que Ele tem realizado na história da humanidade, eu vou preferir que você me deixe continuar amando a Deus do meu jeito e te deixarei amá-lo a seu modo.

Afinal, como disse uma professora minha: “Deus não é Evangélico!”. Ele é Deus àcima do bem e do mal, àcima de conceitos e discussões teológicas e religiosas.. Ele pode agir da forma que Ele quiser, e se já existem tantas coisas nessa vida que TEMOS que entender, mesmo sem conseguir, prefiro que Deus seja um amigo leal que me ama e que me ensina amá-lo todos os dias, um Ser Sobrenatural a quem não consigo decifrar, mas que me surpreende a cada instante.

Se Deus é um refúgio em quem me sinto compreendido e aceito apesar de ser como sou, prefiro não entender! Afinal, nunca conseguiria compreender como Ele CONSEGUE me aceitar.. Rs!

Sobre os que sentem-se bem tentando decifrar os mistérios da Eternidade ou os Segredos das Entrelinhas Bíblias, continuo a respeitá-los. Quanto a mim, prefiro somente crer, me render e ser, a cada dia, mais surpreendido!

No amor de Jesus,

Douglas.